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Theatro Guarany lotado na palestra do médium Raul Teixeira. Ele abordou sobre fenômenos naturais, descobertas científicas e moralidade.

 

PARTICIPAÇÃO lotou o Guarany. O público foi se acomodando ao fundo do palco, bem como nos corredores entre as poltronas. A cerimônia de abertura foi conduzida por Edenir Madeira, diretor de comunicação social da Liga Espírita Pelotense. À mesa, destaques como Cristina Freitas (vice-presidenta da LEP), médium Milton Barum, Elizabeth (presidenta do Lar Espírita Fabiano de Cristo), Carolina Pereira e Fabiana Costa Soares. A prece que precedeu a explanação de Raul Teixeira, foi entoada por Milton Barum.
Theatro Guarany

O objetivo da encarnação é chegar à perfeição. Assim começa a resposta da 132ª questão do “Livro dos Espíritos” – são mais de mil perguntas e respostas – de Allan Kardec (1804/1869). Num Theatro Guarany abarrotado de espíritas, simpatizantes e curiosos, o médium, orador e educador Raul Teixeira, mencionou a questão para enfatizar a superação das “vicissitudes da vida corporal”. Afirmando que estamos num mundo de provas, sendo missão para uns e expiação para outros, o médium frisou que precisamos amar e perdoar. Acerca das “vicissitudes” cotidianas, exemplificou com situações como: quando se está doente é necessária consulta médica; para um deslocamento, precisamos condução, o que implica em custo, daí a necessidade do trabalho; ao sentir fome, para comer é preciso comprar e cozinhar; a esposa enferma deve ser cuidada pelo marido; um amigo de longo tempo, repentinamente “puxa o tapete”. Os exemplos são recorrentes e nos afetam. De acordo com Raul, diante dessas circunstâncias, “nos sentimos exigidos demais”. No entanto, acrescenta: “Deus conta conosco na sua obra de criação. Somos deuses em aperfeiçoamento na Terra. Estamos sob regime de provações. A divindade nos colocou aqui para pagar dívidas. Mas uma coisa é a consciência que devemos, e outra é a ação para pagar”.

VERDADE – Políticos desonestos e comerciantes maldosos, estão no grupo da “expiação”. Assim, terão de amargar distúrbios e perturbações como surtos esquizofrênicos. Essa tormenta está manifesta, por vezes, já no corpo do bebê que sofre com asma ou alguma deficiência. Conforme Raul, catástrofes coletivas correspondem à expiação em grupo. Então, trata-se da divindade que procura “limpar a terra”. Contudo, não devemos culpar a divindade, já que podemos exercer o livre-arbítrio. O médium ressalta: “O grande crime é a mentira. Todos mentem deslavadamente. Tanto que passam a acreditar na mentira. Pode ser alguém no computador que mente para realizar sua intenção pedófila, ou que inventa habilidades no currículo – não se dá conta que logo será descoberto –, até situações aparentemente banais em casa. A mãe que pede à criança que atendeu o fone, para dizer que ela não está. Também a falsidade diante de parente que aparece, sendo tratado como ‘querido’, enquanto no cotidiano da família é alvo de comentários críticos. Assim, criamos filhos que serão mentirosos. Num período eleitoral, observamos que reelegemos mentirosos. Não queremos mudar, e jogamos a responsabilidade para os outros. O Supremo Tribunal Federal não se decidiu pela Ficha Limpa, simplesmente porque não quis. Mas o povo poderia fazer a ficha limpa, bastaria não votar no mal candidato. Mas a massa sabe que vai votar no crápula, o criminoso. Tem interesses. Nós somos muito rudimentares, pois não colocamos em prática o que aprendemos”.

BOM SENSO – Para Raul, o bom senso vence a trapaça, farsa e engano. Ele menciona o suíço Jean Piaget (1896/1980): “Precisamos viver com bom senso”. Assim, educar desde a criança para fechar a torneira e economizar água, o que causará benefício coletivo, até o adulto que desfila de carro importado mas joga resíduos pela janela do veículo. Nesse caso, nem se precisa saber o nome de quem está no carro de luxo. Mas já se sabe como é moralmente. Não podemos justificar nossos erros, com base nos erros dos outros. E o espiritismo propõe caminho para melhor entender sobre o mundo de expiação. “Não nos envergonhemos de ser melhores do que fomos”, diz.

PEDAGOGIA dos flagelos terrestres, conforme o médium, em casos de mortes violentas, como afogamentos, queimaduras, tem como objetivo o “choque do retorno”. Trata-se de mostrar sobre a brevidade, ilusão e transitoriedade. E Raul acrescenta que até o enfermo sobre uma cama, torna-se “mais macio”. Com isso, a perspectiva é “abrir a alma à renovação”.

DISCERNIR – Houve período no qual era elevada a incidência de uma “febre pós-parto”. Alguns dias após o parto, a mãe falecia. A causa foi descoberta. Era falta de higiene dos médicos, pois desconheciam a necessidade de assepsia. Transitar com o aventual sujo de sangue, mostrava dedicação e trabalho. Mas, sem saber, após manusear cadáveres, contaminavam as mulheres no parto. De acordo com Raul, após o período de ‘expiação’, foi encontrada a causa da “febre”. Atualmente um contágio assim acaba na justiça. Esse foi um dos exemplos de Raul para abordar sobre o aprendizado. Também ilustrou com as descobertas da vacina contra a poliomielite, e a cesariana que parou com os esquartejamentos de bebês que estavam “atravessados” no útero. A inteligência nos permite o discernimento, e devemos aprender tanto no aspecto intelectual, quanto no âmbito moral. “Se conseguirmos nos amar e conhecer, nos libertaremos das agruras terrestres”, finalizou.

Theatro Guarany
TELÃO foi instalado no hall do Theatro Guarany. Com expressivo afluxo de público, assegurou-se o êxito da programação. A conferência foi realização conjunta da Liga Espírita Pelotense (LEP), e Lar Espírita Assistencial Fabiano de Cristo. A presença de Raul Teixeira integrou a agenda comemorativa ao 34º aniversário do Lar Fabiano de Cristo. Fundado a 1º de setembro de 1976, o espaço dispõe de 32 departamentos. O trabalho voluntário atende 55 idosos, oferecendo refeições, atendimento médico e evangelização.

Fonte: Site Terceiro Milênio

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