EnglishEsperantoFrenchGermanItalianPortugueseSpanish
EnglishEsperantoFrenchGermanItalianPortugueseSpanish
1 – Há uma tendência, na legislação humana, de permitir o aborto em casos de estupro ou grave risco de vida para a gestante. Qual o ponto de vista Espírita?

A posição espírita está claramente definida na questão 359, de O Livro dos Espíritos. Só se justifica o aborto na segunda situação. Ao tempo de Kardec ocorria, não raro, no momento do nascimento. Por problemas variados, a criança não nascia. Morreriam mãe e filho. Então, o médico optava por salvar a mãe, sacrificando a criança. Hoje dificilmente isso aconteceria. A cesariana resolveria o assunto. Mesmo em casos de grave cardiopatia, é possível levar a gestação até o fim, com cuidados médicos especializados.
2 – Considerando que há uma tendência mundial em se deixar a mulher decidir quanto ao que fazer, diante da gravidez indesejada, não seria correto uma revisão dos postulados espíritas nesse sentido, algo que o próprio Kardec admitia?
Kardec admitia que a Doutrina é dinâmica. Deve acompanhar o progresso da Ciência e a evolução humana. Jamais, entretanto, proclamou que deveríamos mudar a postura espírita de respeito à Vida.
3 – Não seria admissível o aborto em casos de estupro, considerando que a concepção foi resultante de um ato de violência contra a mulher?
Um crime não justifica outro. A agressão sexual que sofreu não outorga à mulher o direito de exercitar violência mais grave e comprometedora – um assassinato intra-uterino.
4 – Não seria impor uma carga psicológica que nem sempre a vítima está em condições de suportar? Há mulheres estupradas que não conseguem sequer conceber que asilam um filho no seio. Referem-se a ele como uma “coisa” ou um “monstro”.
Realmente, não é fácil. Não obstante, em seu próprio benefício, deveria evitar a comprometedora iniciativa, corrigindo sua postura. Não traz dentro de si uma coisa ou um monstro. Trata-se de um filho de Deus, um Espírito em processo reencarnatório. Pelo menos conceda ao reencarnante a bênção do nascimento. Se não quiser ficar com ele, entregue-o à adoção. Há casais que receberiam de bom grado um recém-nascido, sem necessidade de conhecer a mãe ou as circunstâncias que envolveram seu nascimento.
5 – Hoje, exames sofisticados permitem detectar graves deficiências físicas na criança, em pleno seio materno. Não seria benéfico o aborto, evitando problemas para ambos?
Sim, se eliminarmos a idéia de Deus e adotarmos a postura de Hitler que, a pretexto de favorecer uma raça ariana forte e saudável, recomendava a eliminação dos recém-nascidos nessas condições.
6 – E numa situação mais drásticas? O Exame revela que a criança sofre de anencefalia, falta de cérebro. Nascerá morta ou morrerá em seguida…
Admitindo a presença de Deus e a existência de um Espírito em processo reencarnatório, com a carga de seus compromissos e débitos, que originaram a má formação, não há como se justificar o aborto, a não ser que essa situação envolva grave risco para a gestante.
7 – Quais são as conseqüências do aborto para a mulher?
Ela agride o perispírito com o ato de violência contra si mesma, contrariando a Natureza. Terá lesões perispirituais que se refletirão no corpo, nesta existência ou numa próxima, gerando problemas como fibromas, tumores, esterilidade, frigidez, depressão… Obviamente, a extensão dessas conseqüências dependerá do grau de envolvimento da gestante. Uma jovem de doze anos, obrigada pelos pais a submeter-se ao aborto, terá conseqüências brandas. Já a mulher adulta, consciente do que é o aborto, estará mais comprometida.
8 – Há mulheres que se apavoram ao tomar conhecimento das conseqüências do aborto, por tê-lo praticado. Haverá condições para minimizar seus males?
Que tenham outros filhos ou os adotem. Se não for possível, dediquem-se a crianças abandonadas. Façam algo por elas. Simão Pedro diz em sua epístola universal, lembrando o ensinamento de Jesus, que “o amor cobre a multidão dos pecados”.
Fonte: livro – Espiritismo, tudo o Que Você Precisa Saber / Richard Simonetti –Editora Ceac.
“Um país que aceita o aborto não está apto a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obter o que querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto”
Madre Teresa de Calcutá

Edenir Madeira
Coluna da Liga Espírita Pelotense
Jornal Diário da Manhã, 15/11/2010

Loja de Livros

Procure um Livro

Publicações Recentes