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Reforma_intimaCom relação a uma obra material, é possível fazê-la nova, demolir e refazer, ou reformar. Relativamente ao íntimo ou aos sentimentos é possível somente a reforma, que não consiste em fazer algo novo e nem em destruir tudo para fazer outra coisa, e sim em aproveitar o que está bom, eliminar ou consertar o que está com defeito ou vício e fazer acréscimos. A aprendizagem é mais efetiva quando for possível a conexão do novo com o já conhecido. Da combinação de duas ou mais coisas pode emergir algo com propriedades diferentes dos componentes. Um concentrado prejudicial, convenientemente diluído, pode resultar em algo benéfico.   Reforma íntima ou educação dos sentimentos é muito abrangente, mas tem semelhanças com o exposto acima. Convém, pacientemente, reconhecer, manter e aumentar virtudes e redirecionar vícios, já que nestes pode existir algo aproveitável, quando houver combinação ou diluição. Aspectos da vaidade, que é um vício, combinados com o amor, ou diluídos neste, transforma-se em autoestima, que é uma virtude importantíssima. Nuanças da inveja, também, combinadas com o amor ou diluídas neste transformam-se em admiração. Para existir inveja ou admiração, é necessário perceber o que há de bom nos outros, sendo que a pessoa animada pela primeira prejudica e sofre, enquanto que a admiração reforça o admirado e estimula o admirador a seguir o bom exemplo. O medo paralisa, gera indecisão e sofrimento; por isso, a superação do mesmo é necessária para nos tornarmos melhores. Mas elementos do medo levam à prudência que, associada à coragem, habilita a grandes realizações,  pois como assevera Paulo, o apóstolo, a caridade, dentre outras características, não é temerária, nem precipitada.
Realizações no bem, externa e internamente, percepção, paciência, aquisições salutares e transformação de vícios em virtudes são possíveis e necessárias para que seja realizada, constantemente, a reforma íntima.
Fonte: Departamento Doutrinário da Liga Espírita Pelotense.
Publicado na coluna da Liga Espírita Pelotense no dia 02 de Setembro de 2012 – JORNAL DIÁRIO POPULAR.

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