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275 – O poder e a consideração de que um homem goza na Terra dão-lhe alguma supremacia no mundo dos Espíritos?tumulo
Não; pois os pequenos serão elevados e os grandes, rebaixados. Lê os salmos.
275 – a) Como devemos entender essa elevação e esse rebaixamento?
Não sabes que os Espíritos são de diferentes ordens, segundo os seus méritos? Pois bem, o maior na Terra pode estar na última classe entre os Espíritos; enquanto o seu servidor estará na primeira. Compreendes isso? Jesus não disse: Quem se humilhar será exaltado e quem se exaltar será humilhado?
276 – Aquele que foi grande na Terra e se encontra inferior entre os Espíritos sente humilhação?
Quase sempre muito grande, sobretudo se era orgulhoso e invejoso. 
277 – O soldado que, após a batalha, encontra o seu general no mundo dos Espíritos, reconhece-o ainda como seu superior?
O título não é nada; a superioridade real é tudo.
281 – Por que os Espíritos inferiores se comprazem em nos levar ao mal?
Pelo despeito de não terem merecido estar entre os bons. Seu desejo é o de impedir, tanto quanto puderem, que os Espíritos ainda inexperientes atinjam o bem supremo. Querem fazer os outros provarem aquilo que eles provam. Não vedes o mesmo entre vós ?
285 – Os Espíritos se reconhecem por terem convivido na Terra? O filho reconhece o pai; o amigo, o seu amigo?
Sim, e assim de geração a geração.
285 – a) Como se reconhecem no mundo dos Espíritos os homens que se conheceram na Terra?             
Vemos a nossa vida passada e a lemos como num livro. Vendo o passado de nossos amigos e de nossos inimigos, vemos a sua passagem da vida para a morte.
286 – A alma, ao deixar os despojos mortais, vê imediatamente os parentes e amigos que a precederam no mundo dos Espíritos?
Imediatamente, nem sempre; pois, como já dissemos, é-lhe necessário algum tempo para reconhecer o seu estado e sacudir o véu material.
287 – Como a alma é recebida, na sua volta ao mundo dos Espíritos?
A do justo, como um irmão bem-amado e longamente esperado; a do mau, como um ser que se desprega.
288 – Que sentimento experimentam o Espíritos impuros, à vista de outro mau Espírito que chega?
Os maus ficam satisfeitos de verem os seres à sua imagem e como eles privados da felicidade infinita; como acontece, na Terra, a um ladrão entre os seus iguais.
289 – Nossos parentes e nossos amigos vêm, às vezes, ao nosso encontro, quando deixamos a Terra?
Sim, vêm ao encontro da alma que estimam, felicitam-na como no regresso de uma viagem, se ela escapou aos perigos do caminho, e a ajudam a se desprender dos liames corporais. E um Livro_dos_espritosfavor concedido aos bons Espíritos,quando os que os amam vêm ao seu encontro, enquanto os que estão manchados ficam no isolamento ou cercados somente de Espíritos semelhantes a eles: é uma punição.
290 – Os parentes e os amigos reúnem-se sempre após a morte?
Isso depende de sua elevação e do caminho que seguem para o seu adiantamento. Se um deles está mais adiantado e marcha mais rápido que o outro, não poderão ficar juntos; poderão ver-se algumas vezes, mas não estarão sempre reunidos, a não ser quando possam marchar ombro a ombro,ou quando tiverem atingido a igualdade na perfeição. Além disso, a privação de ver os parentes e amigos é às vezes uma punição.
Fonte: O Livro dos Espíritos – livro II – Cap. VI / Allan Kardec.
 

“Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza”
Allan Kardec

Publicado na coluna da Liga Espírita Pelotense no dia 26 de Fevereiro de 2012 – JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ.

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