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triangulo_amoroso1 – Tenho um relacionamento amoroso com um homem casado, que corresponde aos meus sentimentos. Haverá algum mal em cedermos ao amor, harmonizando-nos como marido e mulher? 
Isso é invasão de seara alheia. A harmonização deve ocorrer entre marido e mulher, num lar hoje conturbado, provavelmente, em face dessa ligação extraconjugal. A comunhão afetiva que você pretende situa-se como desvio de compromisso para ele. Seria conveniente buscar a harmonia consigo mesma, superando fantasias inspiradas pela paixão e exploradas por Espíritos mal-intencionados.
2 – E a ideia de que nada acontece por acaso? Não haveria aí uma programação espiritual?
Realmente, tudo o que acontece tem uma origem, não é ocasional. As experiências extraconjugais, por exemplo, são fruto de impulsos passionais próprios da animalidade humana. Podem, sim, atender a uma programação espiritual, aquela elaborada por Espíritos obsessores que desejam conturbar os lares humanos.
3 – Fui informada por um médium de que temos uma ligação muito forte de vidas passadas.
Médium ou palpiteiro? A experiência costuma demonstrar que essas ligações muito fortes guardam origem na sensualidade do presente, sem nenhum vínculo com compromissos do passado.
4 – Mas não temos todos o direito de ser felizes junto ao ser amado?
Sim, sem dúvida, desde que não atropelemos ninguém nesse propósito. Coloque-se no lugar da esposa. Como se sentiria vendo seu marido deixá-la por outra mulher?
5 – Então ninguém deveria se casar em segundas núpcias?
Os ex-cônjuges podem refazer sua vida no terreno afetivo, buscando nova experiência quando acaba o casamento em virtude de desentendimentos insuperáveis, nascidos, como ensinava Jesus, da dureza do coração humano. É diferente da separação por influência de alguém que se envolveu com um deles.
6 – E como fico, se ele é tudo o que quero nesta vida?
Em favor de nossa felicidade, não devemos reduzir nossos desejos e aspirações à consumação de uma ligação afetiva. Há assuntos muito mais importantes. Nossa realização como filhos de Deus, por exemplo, pelo esforço incessante de aprendizado e, sobretudo, o aprimoramento moral, buscando fazer ao próximo o bem que desejamos para nós, como ensina Jesus. Isso implica não fazer ao semelhante o que não queremos que façam contra nós. Por exemplo: destruir um lar.
7 – Devo renunciar?
Renúncia envolve desistência de um direito. Seu caso é diferente. Configura mero dever.livro_duvidas_e_impert O dever de respeitar uma família, evitando tornar-se responsável por sua dissolução, com o que assumirá débitos cármicos a pesarem em sua biografia espiritual, com penosas repercussões em seu futuro.
8 – E se faz parte do carma da esposa ver seu marido deixá-la por outra?
E você seria o instrumento de Deus nesse propósito? Não se iluda. A justiça divina não necessita do concurso humano para cumprir-se e ninguém nasce com o carma de ser traído. Por isso os que ensejam situações dessa natureza, são instrumentos sim, mas de insidioso demônio que mora no coração humano: o egoísmo.
Fonte: Livro – Dúvidas e Impertinências / autoria de Richard Simonetti.
 

“Não faças ao outro aquilo que não gostarias que ele te fizesse”
Espírito Joanna de Ângelis

 

Publicado na coluna da Liga Espírita Pelotense no dia 29 de Julho de 2012 – JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ.

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