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triplice_aspecto_d.e._Científico, Filosófico e Religioso
O espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica.
Segundo Allan Kardec, o espiritismo é uma ciência (nova)  que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, e suas relações com o mundo corporal.
Como ciência prática consiste nas relações entre nós e os espíritos, pois demonstra experimentalmente, com provas irrecusáveis a existência da alma e sua imortalidade através do intercâmbio mediúnico. Antes, por ser desconhecida,  os fenômenos  eram incompreendidos e relegados ao campo do sobrenatural.
Os  fenômenos espirituais  produzidos pelos desencarnados são a substância da ciência espírita e seu objetivo é o estudo e o conhecimento desses fatos  para a fixação das leis que o regem visando  o aperfeiçoamento da humanidade.
Nenhuma ciência chegou pronta, todos se valeram de observações sucessivas, apoiadas em observações precedentes, que foram sendo desvendadas.
O espiritismo só estabelece como princípio o que está evidentemente demonstrado ou que ressalta logicamente da observação.
Caminha junto ao progresso e jamais será ultrapassado porque se novas descobertas mostrarem erro ele se modificará e se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.
O método que utiliza é o analítico indutivo, porque observa e examina o fenômeno mediúnico, faz experiência e o comprova
Quando o homem pergunta o “como” e o “por quê” das coisas, nasce a filosofia, seus princípios e conseqüências morais.
O caráter filosófico do espiritismo está no estudo que faz do homem, seu espírito, seus problemas, sua origem e destinação, suas relações com os desencarnados,  demonstra a existência do criador, define as responsabilidades do espírito encarnado e desencarnado.
A filosofia espírita é uma regra de moral e de comportamento a todos os seres dotados de razão, sentimento e consciência. Como ciência, prova-os.
O homem primitivo não conseguindo explicação para os fenômenos da natureza, atribuía-os a entidades superiores – deuses, que lhes inspiravam temor pelo caráter sobrenatural e maravilhosos, dando origem a adoração, os cultos, os sacerdotes sob vários nomes, os fenômenos mediúnicos, as religiões e seus aparatos. O termo religião passou a ser associado a estes aparatos.
As religiões ao longo do tempo se modificaram para se adequarem as necessidades das sociedades.
Chegando o homem a era da razão, surgiu a necessidade de uma crença racional: forma de ligação com Deus.
Segundo Kardec, a Doutrina Espírita é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos, pois tem a base de todas as religiões: Deus, alma, vida futura. Não é uma religião constituída porque não tem culto, templo, liturgias, dogmas, nem líderes.
É religião porque se funda nos elos da fraternidade e comunhão de pensamentos, não sobre uma convenção, mas sobre as leis da natureza, como forma de ligação com Deus.
Se o espiritismo se dissesse ser uma religião, seria mais uma, uma variação, mas como não tem os caracteres de uma religião convencional não pode ter este título.
A ciência opera na experimentação;
A filosofia opera no raciocínio. Ciência e filosofia  levam à  sabedoria.
A religião opera nos sentimentos, levando ao amor.
Sabedoria e Amor, conduzem ao aperfeiçoamento do ser.
Fonte: Departamento Doutrinário da Liga Espírita Pelotense.
Publicado na coluna da Liga Espírita Pelotense no dia 01 de Abril de 2012 – JORNAL DIÁRIO POPULAR.

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