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elmira e georginaNa tarde do dia 18 de Junho de 2016 ocorreu na sede da Liga Espírita Pelotense o 1º Encontro de Mulheres Espíritas, tendo como facilitadoras espíritas da Federação Espírita do Rio Grande do Sul Georgina Valente e Elmira Pelufo ao qual abordaram o tema “Posição da Mulher Espírita Perante a Nova Era”.
Após proferida uma belíssima prece por Iara Zibetti no salão principal da Liga Espírita Pelotense, este que se encontrava lotado de mulheres de Pelotas, São Lourenço e região, foi iniciada a palestra por Georgina Valente e Elmira Pelufo com uma reflexão sobre a importância do entendimento do papel da mulher na sociedade contemporânea. 
As facilitadoras espíritas, interagindo com as mulheres ali presentes, perguntaram o porquê de ora reencarnarmos mulheres ora homens e, depois de vários comentários, chegaram a conclusão de que a finalidade é para que evoluamos, pois só assim poderemos adquirir experiências diferentes em ambos os sexos. De acordo com Allan Kardec, questão 202 de O Livro dos Espíritos: “Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo. Visto que lhes cumpre progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhes proporciona provações e deveres especiais e, com isso, ensejo de ganharem experiência. Aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens”. Com isso, não deixou margem a qualquer dúvida quanto à necessidade de o Espírito encarnar ora em corpo masculino, ora em corpo feminino, diante das provas pelas quais tem de passar, uma vez que precisa progredir em tudo, razão pela qual a aquisição da experiência em cada novo corpo físico é de considerável importância. A facilitadora espírita Elmira Pelufo, ainda sobre este assunto, ressaltou um trecho do livro Transição Planetária, de Divaldo Pereira Franco: “Somente quando o ser humano desperta realmente para a consciência de si mesmo, das responsabilidades que lhe dizem respeito, é que tem início o processo de descobrimento da verdade e do dever.”
Depois desta reflexão, as palestrantes fizeram uma retrospectiva da mulher nas diferentes eras: Como eram as nossas avós? E a nossa mãe, como era ou é? O que ela tem em comum com as nossas avós e o que nós, mulheres da nova era, temos em comum com elas? 
O público feminino que estava prestigiando o evento respondeu que, no tempo das avós, à mulher cabia cuidar de seus filhos, do lar e do marido. Ao homem competia, com o seu trabalho fora de casa, obter recursos suficientes para prover a família. O seu papel era imenso, portanto, e enorme a sua responsabilidade, haja em vista que a ela cabia preparar os seus filhos para o futuro. Porém, com o passar do tempo e o desenvolvimento da sociedade a mulher assume diferentes papéis, e atua nos mais variados contextos de vida, fazendo sempre uma grande diferença para ela mesma e para o mundo.
Elmira Pulufo e Georgina Valente continuaram integindo com as mulheres e numa troca de ideias calorosa, refletiram que no tempo das nossas mães, as mulheres, em considerável número, passaram a trabalhar dentro e fora de casa, em jornada dupla, com ônus dobrado a toda evidência. Que o surgimento da pílula anticoncepcional e o movimento feminista quebraram paradigmas e trouxeram uma nova consciência sobre o feminino. Houve mudanças no posicionamento da mulher na sociedade,lher ela passou a desempenhar um novo papel, muito mais presente e ativo. No entanto, nem por isso, elas ficaram liberadas de seu compromisso maior: ser mãe, sobretudo se se considerar que, de acordo com Allan Kardec, questão 820 de O Livro dos Espíritos “Deus apropriou a organização de cada ser às funções que lhe cumpre desempenhar. Tendo dado à mulher menor força física, deu-lhe ao mesmo tempo maior sensibilidade, em relação com a delicadeza das funções maternais e com a fraqueza dos seres confiados aos seus cuidados”. 
Levando em consideração estas análises, as facilitadoras questionaram: E nós, mulheres da nova era, o que temos em comum com as nossas avós e mãe? Quem nós somos e qual a nossa verdadeira missão na Terra como mulheres? Elmira Pelufo e Georgina Valente ressaltaram as palavras de Léon Denis, do livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor: “O papel da mulher é imenso na vida dos povos. Irmã, esposa ou mãe, é a grande consoladora e a carinhosa conselheira. Pelo filho é seu o porvir e prepara o homem futuro. Por isso, as sociedades que a deprimem, deprimem-se a si mesmas. A mulher respeitada, honrada, de entendimento esclarecido, é que faz a família forte e a sociedade grande, moral, unida!” Neste momento, as facilitadoras começaram uma dinâmica, ou seja, as mulheres ali presentes foram separadas em dois grupos, em salas distintas, com o objetivo de que cada equipe fizesse uma reflexão sobre o assunto sugerido. Cada turma de mulheres teve uma redatora ao qual escreveu com detalhes tudo o que havia sido dito no grupo. 
Assim, depois dessa dinâmica, as duas equipes foram reunidas novamente para uma troca de ideias e o público feminino chegou a conclusão de que pode-se afirmar que a mulher de hoje tem uma maior autonomia, liberdade de expressão, bem como emancipou seu corpo, suas ideias e posicionamentos outrora sufocados. Em outras palavras, a mulher da nova era deixou de ser coadjuvante para assumir um lugar diferente na sociedade, com novas liberdades, possibilidades e responsabilidades, dando voz ativa a seu senso crítico. Deixou-se de acreditar numa inferioridade natural da mulher diante da figura masculina nos mais diferentes âmbitos da vida social, inferioridade esta aceita e assumida muitas vezes mesmo por algumas mulheres. Hoje as mulheres não ficam apenas restritas ao lar, mas comandam escolas, universidades, empresas, cidades e, até mesmo, países. Com efeito, como bem esclarecido em 
O Livro dos Espíritos, questão 822: “Os direitos de homens e mulheres são iguais, as funções não. A emancipação da mulher acompanha o progresso da civilização. Sua escravização marcha de par com a barbaria. Os sexos, além disso, só existem na organização física. Visto que os Espíritos podem encarnar num e noutro, sob esse aspecto nenhuma diferença há entre eles. Devem, por conseguinte, gozar dos mesmos direitos”.
O Primeiro Encontro de Mulheres Espíritas terminou com sucesso! Todas as mulheres se deram as mãos e em um grande circulo cantaram alegremente a música “Por que eu Sei que é Amor”, da banda Titãs e com muitas palmas calorosas agradeceram às amigas Georgina Valente e Elmira Pelufo pela excelente palestra.

Fonte: Departamento de Comunicação Social da Liga Espírita Peloternse.

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