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divaldo guarany“Aos 88 anos, espírita Divaldo Pereira Franco palestrou no Theatro Guarany, enfocando o contraste entre tecnologia e moralidade.”
Numa feira livre em Porto Alegre, a trabalhadora doméstica havia ido comprar os mantimentos listados pela empregadora. Porém, ao procurar o dinheiro, percebeu que havia sido furtada. Aturdida, ela gritou e pediu socorro. Perturbada, a mulher ressaltava que a patroa não acreditaria que havia sido furtada. O adolescente que havia apanhado a quantia, ouviu o desespero e retornou. Ele disse que havia encontrado o dinheiro e o entregou à mulher. Para demonstrar sua gratidão, ela ofereceu moeda.
O jovem não aceitou, e disse que já estava bem por vê-la sorrindo. O episódio verídico foi contado ao médium Divaldo Pereira Franco – retornou à cidade para palestrar neste mês -, que mencionou o fato ao público no Theatro Guarany repleto. A história foi exemplo para mostrar que, num tempo de violência, desenganos e incertezas, a busca deve ser por tolerância, respeito e perdão. “Os que se destacam pela condição financeira, precisam olhar aqueles que oscilam, as pessoas sofridas. É meu irmão e tenho de apertar sua mão. Se não temos a estrela, então que seja acesa a vela. O paradoxal é que a estrela perdeu a si mesma. Mas a doutrina que matou a morte, nos traz imortalidade ao amarmos. Na impossibilidade da Via Láctea, que sejamos o pirilampo a quem está na escuridão. Se não formos o jardim, então rosa solitária na frincha da rocha. Se não puder ser a montanha, então a pedra. Não sendo o pomar, que consiga ser o fruto. Quem és tu? Sou teu irmão, dá-me tua mão”, proferiu o orador.

OPORTUNIDADE – No início do século 20, médico e escritor escocês Archibald Joseph Cronin (1896/1981), em começo de carreira, foi chamado para atender menina vítima de difteria. Durante o procedimento, que exigiu traqueostomia, ele contou com o trabalho de jovem enfermeira. Coube a ela, a vigília para que a menina, durante a noite, não retirasse o aparelho de borracha. A enfermeira, no entanto, mesmo zelosa, não resiste ao sono e a menina falece. Ela sofre com a falha, e o médico Cronin elabora relatório para enviar à Associação Médica. Ela pede “outra oportunidade”, pois também estava iniciando na profissão, e fatalmente teria o registro cassado. Mas o médico formula o documento, e ela subscreve. Cronin segue até a agência do Correio para envio. Mas, ao invés de postar, reluta e desiste.
No dia seguinte, novamente vai até o Correio mas suspende a remessa. Após a terceira tentativa, opta por inutilizar o relatório. Algumas décadas depois, num hall de hotel, enquanto aguarda por cerimônia na qual seria premiado, Cronin apanha publicação e passa a ler a reportagem “O anjo da noite”. Ele acompanha a história da mulher que, numa região miserável do País de Gales, acolhe e cuida de crianças desamparadas. Ela conta que havia se comprometido com moradores de local no qual não havia assistência médica. E, na sua história, o peso por não ter resistido ao cansaço, o que ocasionou a morte de enferma. Na publicação, a mulher conta que aguardou pela punição da Associação Médica, porém, nunca foi notificada. Então concluiu que teve uma segunda oportunidade. Com essa chance, passou a percorrer lugares pobres. E naquele momento “quatro mil vidas já haviam sido salvas das garras da morte”. Boa parte, adotada por famílias dos EUA, Suécia e Noruega. O “Anjo da Noite”, como foi intitulada a divulgação, referia-se à peculiaridade da mulher que, não conseguindo dormir à noite, mantinha-se atenta. Somente à tarde é que repousava durante duas horas. Perguntada sobre o nome do médico que proporcionou a nova chance, afirmou que “nunca guardamos o nome do bem, porém o mal nunca esquecemos. Se o dissesse, estaria denunciando por não agir conforme seu dever, que seria a entrega do relatório”, afirmou Divaldo.

PARADOXO – Os ensinamentos do “Bhagavad-Guita”, a reflexão de Sidarta Gautama, os valores sociais de Confúcio, o legado dos babilônios, persas e gregos como Pitágoras. Algumas das origens do legado moral da humanidade. Com Jesus, o recado: “Vinde a mim todos vós que chorais, e os aliviarei”. Com Ele, a história não seria mais a mesma. Historicamente, no século 16 acontece a separação entre religião e ciência. No século 17, Pascal alertaria para necessidade de razão e bondade, lógica e paixão. Nos séculos 18 e 19, materialismo ao invés da fé, e correntes como o positivismo. No século 20, como decorrência do avanço tecnológico, viagens espaciais mas também um saldo triste: mais de cem guerras e 184 milhões civis mortos. O contraste do avanço tecnológico e a moralidade, foi enfatizado por Divaldo, que salientou: “Amar é Deus, e o ódio é o amor que enlouqueceu. Então, amar, por mais adversa que seja a crise, pessoal ou conjuntural, deve ser a coragem para enfrentar a dificuldade. E o amor é o grande hino desse momento”.

VIDA DEDICADA À FRATERNIDADE 
Na palestra realizada dia 7 em Pelotas, Guarany lotado com excursões e representantes de 22 municípios. Também visitantes de três Estados e países como Paraguai e Uruguai. Antes da explanação, no palco do Theatro, o orador baiano autografou, conversou com o público e posou para “selfies”. A programação em Pelotas foi realização do Conselho Regional Espírita da 5ª Região, em conjunto com a União Espírita de Jaguarão, União Espírita de Rio Grande, Liga Espírita Pelotense (LEP), e Federação Espírita do RS (FERGS) – presidida pelo jovem pelotense Gabriel Salum.

CARIDADE – Desde 1952, Divaldo está à frente do projeto social “Mansão do Caminho” na Bahia. Amparando crianças, atualmente o espaço solidário atende cinco mil pessoas diariamente. E quatro mil refeições gratuitas, também são servidas a cada dia. Uma das fontes para manter o projeto, são os livros e palestras de Divaldo. Ele já publicou 280 livros, vertidos em dezenove idiomas. São quase dez milhões de exemplares vendidos. As conferências e palestras, já levaram Divaldo a 2.500 cidades nos cinco continentes. Para saber mais acesse: divaldofranco.com.br

Fonte: Escrito pelo Jornalista Carlos Cogoy –  Editor de Cultura do Jornal Diário da Manhã – Pelotas/RS.
Texto publicado no Jornal Diário da Manhã – em 13 de Abril de 2016. http://diariodamanhapelotas.com.br/site/espiritismo-semeando-o-amor-para-colher-esperanca/

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