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espiritualidadeConsideramos um marco o último colóquio médico-espírita realizado no fim-de-semana de 10 e 11 de novembro de 2012 na Suiça. Ele se realizou numa organização ecumênica em Genève que reúne mais de 300 igrejas cristãs. Esta se encontra cercada de outras organizações internacionais que também tiveram notícia do evento.
Sem dúvida, foi o trabalho de formiguinha de Claudia Bonmartin, uma pioneira do movimento espírita na França, que preparou o solo, dissipando preconceitos e temores. Durante a sua permanência em Genève (de pouco mais de um ano), ela expôs a filosofia e religião espíritas aos numerosos líderes religiosos congregados no Conselho Ecumênico das Igrejas. Graças a ela e a valorosos irmãos que preferiram permanecer no anonimato, o espiritismo começa a ser considerado uma opção válida, e nosso pedido de aluguel da sala para o colóquio médico-espírita foi aceito, após 3 meses de análise!
Quase todos os centros espíritas na Suiça têm alguns freqüentadores suiços, mormente um cônjuge ou simpatizante. Contudo, são os eventos médico-espíritas que mobilizam os suiços. Diríamos que é uma alavanca poderosa pois a palavra de um médico tem uma autoridade no mínimo igual à de um religioso.
Analisando as comunicações espontâneas e as respostas aos questionários distribuídos em francês e em alemão – diga-se de passagem que o suiço é muito reservado por natureza e nem mesmo a própria família fica conhecendo a sua orientação política – ficamos sabendo que dentro do programa do evento a pesquisa do prof. Erlendur Haraldsson e o tema da conferência do Dr. Sérgio Lopes foram os que mais interessaram os inscritos.
Consideraram muito clara e segura a apresentação de Márcia Colasante. Podemos afirmar que foi para melhor compreenderem os conceitos que ela apresentou é que pudemos vender a maior parte dos sticks (a idéia inicial de oferecer uma brochura teve que ser abandonada devido ao elevado custo) contendo um resumo de 8 das 12 palestras proferidas (textos simples, com poucas ilustrações ou nenhuma, traduzidos ao francês).
O público apreciou a oferta de palestras em francês. A desenvoltura de Danielle Vermeulen e de Veronick Sebban no desenvolvimento de seus temas agradou muito, embora a última, no calor da emoção expressou-se numa tal velocidade que ultrapassou a capacidade do intérprete alemão.
Tivemos 98 inscritos que preencheram a ficha e 30 pessoas que compareceram ao evento sem identificar-se. Mais de 20 voluntários assistiram parcialmente às palestras. Dentro da área da saúde havia entre o público 15 médicos ainda ativos na profissão, 6 psicólogas, 4 enfermeiras, mais de 20 terapeutas (com diferentes especializações) e acompanhadores de fim de vida. Entre os que se identificaram houve um jurista de Lyon, um professor de antropologia das religiões, dois pesquisadores a serviço de universidades suiças, dois militares de carreira, uma economista, muitos educadores e 3 diplomatas. Um público humilde esteve também presente assim como muitos antigos pacientes psiquiátricos que foram beneficiados por casas espíritas.
Entre os profissionais da saúde, tivemos o predomínio absoluto (80%) da nacionalidade suiça. No público em geral 40% eram lusofônicos.
A palestra do prof. Haraldsson foi apreciada mas considerada um tanto técnica… A bela imagem inicial do power-point de Dr. Sérgio Lopes suscitou vivas emoções e sua conferência agradou todo o público presente, contemplando plenamente as expectativas.
As conferências de Dr. Carlos Roberto de Oliveira despertaram o interesse dos pesquisadores e neurologistas presentes mas também o público achou a explanação surpreendentemente acessível.
O tema apresentado pela Dra. Marlene Nobre, sobre a prevenção do suicídio, foi o fecho de ouro do colóquio. O tema foi abordado com maestria e sensibilidade. Alguns dos presentes foram ou eram ainda adeptos do suicídio e da eutanásia. Inflamados, teriam criado polêmicas devastadoras. O esperado e desejado debate porém, entre médicos suiços e conferencistas não ocorreu. Contudo, foi numa atitude de respeito e cordialidade que se despediram os suiços, gratos por um evento de tamanha envergadura, de
Um voluntário suiço, que emocionou-se profundamente com a prece de encerramento de Dra. Marlene Nobre, declarou feliz: pude confirmar com o que ouvi aqui, que os antropósofos têm razão; certos conceitos que me causavam estranheza como a existência de corpos sutis, a reencarnação, e outros, foram expostos com tanta propriedade que já não duvido mais…
Aqueles que vieram pela terceira vez foram unânimes em afirmar que este foi o melhor colóquio de todos que já ocorreram na Suiça, não pela qualidade das exposições que sempre foi excelente, nem pela seleção de temas que agradou tanto como nas vezes anteriores, mas as belas e espaçosas dependências do Conselho Ecumênico das Igrejas agradaram tanto que nos pediram que nos anos vindouros este local fosse sempre priorizado.
***Por Nelly Berchtold.
Fonte: Associação Médico-Espírita do Brasil – (AME-Brasil).

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