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(…) O amplo conhecimento acumulado sobre nossas origens e a evidência de que temos em comum o fato de que nossos ancestrais moravam nas árvores, não tem sido suficiente para eliminar um dos males mais lamentáveis da sociedade humana – “O preconceito racial”.

Inspira-se na pretensão de que um homem é melhor, superior a outro por causa da cor de sua pele, estrutura física, nacionalidade, condição social…
Nos Estados Unidos foi preciso uma guerra civil para acabar com o desumano regime escravocrata.
Até a década de sessenta o país mais rico e poderoso da Terra, que sempre arvorou-se em campeão de democracia, praticava a segregação racial.  A maioria branca impunha humilhantes restrições aos negros, que não podiam frequentar as mesmas escolas, sanitários públicos, clubes, hospitais…
Na África do Sul, em pleno continente africano, uma minoria de origem européia sustentou durante decênios separação radical, relegando os donos da casa a posições de subalternidade.
No Brasil, não obstante a índole fraterna de nosso povo, durante mais de três séculos muitos achavam natural a existência de homens transformados em bestas de carga.
Estamos livres da nódoa da escravidão, mas não do preconceito racial, que corre solto, com poucas chances para os negros se livrarem de uma condição social inferior.
Nos Estados do Sul os nordestinos são marginalizados e menosprezados, como se não fossem brasileiros, como se pertencessem a uma raça inferior.
Algo semelhante ocorre em países ricos da Europa, como França e Alemanha, onde há forte resistência contra minorias que vêm de países pobres buscando melhores condições de vida.
Sanseis e niseis, descendentes de colonos japoneses que vão trabalhar no Japão, enfrentam o mesmo problema, relegados ao exercício de tarefas braçais.
Outro exemplo marcante envolve os judeus.
Não obstante sua cultura e inteligência foram discriminados e perseguidos ao longo da História.
Na Alemanha de Hitler, a população aceitou passivamente sua iniciativa de exterminá-los, quando seria muito mais razoável encaminhar o ditador para o hospício.
Os descendentes de Abraão, por sua vez, não têm feito melhor.  Imbuídos da idéia do povo escolhido por Jeová, cultivam insuperável racismo.  Isso está tão entranhado em sua mentalidade que desde o ano 70 da era cristã, quando Jerusalém foi arrasada por Tito e foram dispersos pelo Mundo, os Judeus conservaram sua nacionalidade, mesmo sem um território, o que só aconteceu em 1948, com a proclamação do Estado de Israel.  Hoje discriminam os árabes, particularmente os palestinos, aos quais negam o direito elementar de terem seu próprio país.
A Doutrina Espírita tem uma valiosa contribuição em favor da extinção dos preconceitos raciais, revelando que somos todos Espíritos em evolução, submetidos à experiência reencarnatória.  E que podemos ressurgir na Terra como negros, brancos ou amarelos, em qualquer continente ou região, de conformidade com nossos compromissos e necessidades.
Não há porque cultivar discriminações, não só porque temos todos a mesma origem, que se perde na noite dos tempos, mas sobretudo porque a Lei Divina determinará inexoravelmente que reencarnemos entre aqueles que discriminamos.
Há inúmeros relatos em obras mediúnicas, dando-nos notícia de fazendeiros que judiavam dos negros.  Retornaram como escravos africanos.
Anti-semitas voltam como judeus para sentir na própria pele o que é esse preconceito.
Da mesma forma, judeus convictos de que pertencem a uma raça superior, escolhida por Deus, ressurgem no seio dos povos que julgam inferiores.
Aprendemos com Jesus que o amor ao próximo equivale a amar a Deus.
Isso significa que é absolutamente impossível reverenciar o Criador discriminando suas criaturas.
Além do mais, não há porque menosprezar alguém por causa de sua cor, raça, nacionalidade.
Afinal, por mais que isso nos contrarie e constranja quando vinculados a movimentos segregacionistas, somos todos irmãos.  Descendentes dos primatas como homens perecíveis…
Filhos de Deus como Espíritos eternos.
E à luz da reencarnação fica sempre a idéia de que o preconceito racial é, sobretudo, insensato ou, mais popularmente, um exercício de burrice.
Toda discriminação é véspera de transferência compulsória para o lado discriminado.

Fonte: Texto adaptado do livro – A Presença de Deus / Richard Simonetti – editora Ceac.

“Triste época. É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”
Albert Einstein

 

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