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brasil patria cruzeiroO Brasil celebra hoje o seu “Dia da Pátria”. As bandeiras ouro e verde serão desfraldadas aos quatro ventos. Nos centros urbanos serão ouvidos os ecos dos clarins, nas paradas militares e estudantes, uma vibração de entusiasmo percorrerá o coração dos patriotas.
Sei também que muitas personalidades desencarnadas, que antigamente lutaram pela organização da nacionalidade, hoje se voltam para a Pátria amada, onde pretendem participar das cerimônias comemorativas; muitos dos chefes tapuias e tupis, legítimos donos da terra conquistada pelos portugueses, ainda no espaço não desdenharão igualmente de passear os olhos pelo cenário das suas passadas existências, recordando hoje as suas tabas solitárias, os seus costumes, que os brancos perverteram, a imensidade das selvas e as belezas melancólicas das suas praias desertas.
Os homens e os Espíritos desencarnados se reunirão, celebrando a data festiva.
Essas solenidades são sempre lindas e alegres, quando encaradas dentro da sua formosa significação.
As pátrias devem ser as casas imensas das famílias enormes. Unidas fraternalmente, realizariam o sonho da Canaã das Escrituras, na face da Terra. Contudo, quanto mais avançou a civilização nas suas estradas, mais o conceito de pátria foi viciado, na essência da sua legítima expressão.
Deus criou a Paz, o Amor, a Fraternidade, mas os homens criaram os seus próprios destinos. Confundidos no labirinto de suas inquietações, só têm podido iluminar os caminhos da Vida com os fachos das incompreensões.
Na atualidade, a guerra das pátrias representa a guerra dos sentimentos; porque uma era nova, de fraternidade cristã, desabrochará nos horizontes do mundo. Todos os Espíritos falam nessa renovação e ela aparecerá, clareando o dia novo da Humanidade. 
Nessa época de ouro espiritual, que talvez não venha longe, o mundo entenderá a mensagem de paz do Divino Cordeiro. Uma brisa suave de conforto e de alívio descerá do Céu sobre as frontes atormentadas das criaturas. Terminará o dilúvio de expiações em que o homem há séculos está envolvido, e um pássaro simbólico trará novamente a oliva da esperança.
E o Brasil que, embora com sacrifícios ingentes, vem colaborando na disseminação da mensagem da imortalidade e da esperança, nessa era nova entoará, com as nações irmanadas, o hino da Paz, compreendendo, pela evolução moral dos seus filhos, a beleza maravilhosa da Pátria Universal.
Fonte: Espírito Humberto de Campos/Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Publicado na coluna da Liga Espírita Pelotense – em 07 de setembro de 2014 – JORNAL DIÁRIO POPULAR.

 

 

 

 

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