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Se Deus é bom, “por que não são igualmente ricos todos os homens? Esta pergunta está no cap. XVI de O Evangelho segundo o Espiritismo. A resposta também:

“Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar.” A mesma idéia consta na questão 811 de O livro dos espíritos.
Em Jesus e o Evangelho – À luz da psicologia profunda, Joanna de Ângelis assevera que “O risco da posse ou da aquisição da propriedade não está no fato em si mesmo de os conseguir, mas na maneira como isto se dá, além do que representa emocionalmente.” Nos Evangelhos de S. Mateus, cap. XIX, de S. Lucas, cap. XVIII e de S. Marcos, cap. X, Jesus assim se manifesta: “Digo-vos em verdade que bem ‘DIFÍCIL’ é que um rico entre no reino dos céus.” Em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, lemos que pelo princípio das encarnações sucessivas, “os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem, em existência seguinte, às mais ínfimas condições, ‘DESDE QUE’ os tenham dominado o orgulho e a ambição.” Portanto, em si, a riqueza de bens materiais não é necessariamente causa de perdição, apenas poderá dificultar o progresso. Por outro lado poderá ser instrumento de progresso material e moral, ao servir como meio de produção e da prática da caridade.
Paulo, o apóstolo, em I Timóteo, 6, diz que “o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; “Não é o dinheiro e sim o apego a ele que prejudica e a riqueza não é condição necessária para este apego. Como consta na parábolo dos talentos, mesmo com pouco ou até mesmo sem dinheiro, o homem poderá ter apego por ele. Também, os apegos afetivo e emocional devem ser evitados.
Nos evangelhos, Jesus valoriza a produtividade. Por exemplo, na parábola dos talentos (Mt, cap. XXV), a idéia é de que os servidores que recebem um empréstimo e produzem, “cada um segundo a sua capacidade” são considerados bons e fiéis, recebem mais e compartilham da alegria do senhor; enquanto que aquele que se apega e não produz, é considerado mau servidor e tem o empréstimo subtraído. Também, na parábolo do semeador (Mt, cap. XIII) e da figueira que secou (Mc, XI), a produtividade é valorizada.
Reencarnamos para evoluir intelectual e moralmente. Para isso, nas múltiplas existências, vivenciamos todas as situações necessárias e eficazes, inclusive a riqueza e a pobreza.
Fonte: Departamento Doutrinário da Liga Espírita Pelotense

Publicado na coluna da Liga Espírita Pelotense no dia 22 de Maio de 2011 – JORNAL DIÁRIO POPULAR

 

 

 

 

 

 

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